Prólogo / O Longo Repouso do Céu Anterior

antes da história, a história em semente de ideia. a Consciência engatilhada do Contador de Todas as Histórias que dormiu somente um sono, o Longo Repouso do Céu Anterior. a ausência de movimento. o primeiro e único substrato de imutabilidade. o Grande Plano antes do Papel. a Consciência que se bastava obscura até a Onisciência trazer o tédio terror do previsível.

os dados só decidem quem ganha quem perde quando pousam no feltro, e ninguém nota a mão tranquila do arremessador que conhece a terra.

antes do Céu buscar a Terra para procriar o Trovão, o Primogênito. antes da Terra subir ao Céu e receber a semente da Brisa, a Primeira Filha. antes da Luminosidade delinear as mais lindas e necessárias formas na maleabilidade sombra, e mesmo antes de Luz e Sombra serem oferecidas ao Dia e à Noite. antes da Lei Maior adotar o Verbo, e o Conhecimento finalmente poder ser transmitido.

o primeiro ponto da infinita rede de conexões entre todos os seres, quando este ainda era apenas linha e agulha em intenção. sobre a matemática perfeita do quadrado. a Trama sobre a qual tudo inicia e ganha seu fim, para reiniciar de novo necessário ao presente. a Casa de todas as Famílias. os Quartos de todos os Filhos.

a Consciência Maior decidiu levantar da cama. ninguém sabe por que. sua visão criadora de consequências inquietou.

livre-arbítrio e natureza cíclica tornam-se os dados. o Céu Anterior tem seu Código Fonte.

o átomo do momento anterior ao Primeiro Ato foi o único que conheceu a real Inércia. desde então, tudo Movimento

antes de qualquer conhecimento, aquilo que nunca vou ter certeza. 

o som de um inspirar rápido. então explosão. e assim e para sempre Movimento.

/// badbad english translator ///

before the history, history in the seed of idea. the triggered Conscience of the All Stories Teller who slept only one sleep, the Long Rest of the Early Heaven. the absence of movement. the first and only immutability substrate. the Great Plane before the Paper. the Consciousness that remained obscure until the Omniscience grew the tedium and terror of predictability.

the dice only decide who wins who loses when they land on the felt, and nobody notices the quiet hand of the pitcher who knows the land.

tefore Heaven seeks Earth to procreate, giving birth to Thunder, the Firstborn. tefore Earth rises to Heaven, taking the seed of Breeze, the First Daughter. tefore the Luminosity delineates the most beautiful and necessary forms in the self-sacrificing malleability of Shadow, and even before Light and Shadow being offered to Day and Night. tefore the Great Law adopts the Word, and Knowledge can be spread.

the first point of the infinite network of connections between all beings, when it was just theintention in line and needle. the perfect mathematics of the square. the Plot on which everything begins and gains its end, to restart again, necessary to the present. The House of All Families. The Rooms for all Children.

The Greater Consciousness decided to get out of bed. Nobody knows why. His creative vision of consequences unsettled.

Free will and cyclical nature become the dices. The former heaven has its Source Code. since then, all Movement.

The atom of the moment prior to the First Act was the only one that really knew Inertia. Since then, all Movement.

Before Knowledge, the reasons I will never know, just obey.

the sound of a quick inspiration. then blast. and so on and so forth, Movement.