Inglez com Z

storyteller e artista visual nascido no Rio de Janeiro, atualmente em Lisboa trabalhando com narrativas sobre criaturas místicas e contos urbanos.

misturo elementos antropológicos e culturais em crônicas de realismo mágico que transitam por vídeo, fotografia e escrita. 

ou //////

durmo pouco. registro tudo. penso aberto. estudo fundo. experimento.

portrait by Jordan Starr

portrait by Jordan Starr

A Continuidade do Acaso

A narrativa do Masterplano

comecei na fotografia de rua (onde também vou morrer). o senso de relevância geral e incondicionada que minha câmera sentia pelas esquinas do centro do Rio de Janeiro acabou contagiando minha visão sobre tudo. passei a registrar de forma horizontal todas as minhas experiências de vida.

acumulei uma coleção respeitável de experiências, e uma biblioteca variada de conteúdo em bons teras de hd externo.

mas se tudo é importante, quais as histórias importantes para contar?

a partir de 2016 ganhei (gosto de pensar que mereci) acesso ao conhecimento mais singular que já tive contato, um professor em teoria das mutações, o I Ching. passei 1 ano numa gavetinha de 18m2 em Laranjeiras, estudando.

todo o conteúdo que produzi, todas as experiências e conexões que me criaram, foi quando passei a enxergar tudo em rede, uma teia de pontos essenciais, caos com objetivo. o acaso deixou de ser aleatório, pela primeira vez eu conseguia acompanhar sua linha de 'pensamento' cíclico.

se tudo é importante, então todas as histórias são importantes mesmo. se vira e assume a história maior. a que liga todas. a narrativa de inter conexões.

sua própria vida.

a Continuidade do Acaso é minha pesquisa artística baseada nesse estudo, sobre como passei a interpretar todo o material que tenho registrado desde que peguei minha câmera. uma abordagem biográfica, alegórica e metalinguística sobre a formação criativa enquanto acúmulo de todas as experiências da vida.

uma forma de encarar a produção artística como resultado da soma de conexões de uma existência, e talvez por isso uma tentativa de explicar a própria existência, se entendida como razão de ser.

a Continuidade do Acaso é o laço conceitual que amarra toda a minha produção, uma pesquisa que eu tenho certeza de que vai me acompanhar para o resto da vida. até a ultima palavra e clique de câmera.

H.I.

Lisboa, 2017

Inglez com Z

storyteller born in Rio de Janeiro, currently in Lisbon working as a photographer, filmmaker and writer.

specialized in anthropological documentary obtained by cultural clash.
Or //////

don't sleep much. Record everything. think open. attack right. dive deep. you see the brief returns to surface for a new breath.

here you see honest records of a life always hungry for life, one that would prefer to be only living. artists I pray for you to cross on the streets and recognize and decide to stay a little longer. places you should definitely visit. visual experiments. hundreds of frames. only one.
portrait by Ismar Ingber

The Continuity of Chance

photography, video and writing projects about connection

Since 2011 I have registered all my life experiences horizontally. all. instinctive sense of general and unconditional relevance. every second without camera is a second necessarily lost for the preservation of sanity and sensitivity. but still a second lost.

or recycled by photographic memory on paper.

in 2016 I gained access (I like to think I deserved it) to the most _adjective missing_ knowledge I've had contact with, a teacher in mutation theory. I spent a year in a 18m2 drawer in Laranjeiras, Rio the Janeiro, studying. a huge temple near the clouds.
The Continuity of Chance is my artistic research based on this mutation study, and how I came to interpret all the material I have recorded since I got my camera. A biographical, allegorical and metalinguistic approach to creative formation as an accumulation of all the experiences of an creative's life.
A way of looking at artistic production as a result of the sum of all connections. Open-minded philosophy that cultivates the concepts of open source and collective collaboration, since it understands each individual as a single, irreplicable complexity.

The greater the number of good stories told, the greater wealth, evolution and knowledge for future generations. I tell my stories my way and I have a quality creative time trying out multiformat compositions. The rest is honest will to add to the Collective.

H.I.

Lisboa, 2017